| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Coraciiformes |
| Família: | Momotidae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | M. momota |
O udu-de-coroa-azul é uma ave coraciiforme da família Momotidae.
Seu nome significa: de momotus nome específico para esta ave (Linnaeus, 1766); e de momota corruptela de momot = nome Azteca mencionado por Hernandez (1651) para um pássaro com coroa azul, do tamanho de um pombo que habitava as regiões tropicais. ⇒ Pássaro Momota ou pássaro de coroa azul.
Também conhecido como udu, uru, juruva, tropeiro e duro-duro. A subespécie Momotus momota marcgraviana, do nordeste, está cada vez mais rara devido à redução de seu habitat, a Mata Atlântica.
O udu-de-coroa-azul pode medir entre 41 e 46 cm. A subespécie M. m. momota pesa 145 gramas. As partes superiores da ave são verdes, tornando-se azuis na cauda inferior, e as partes de baixo são verdes ou possuem coloração ferruginosa, dependendo da subespécie. A cabeça possui uma coroa negra, circundada por uma faixa roxa e azul. Há uma máscara negra e a nuca do animal é castanha. A cauda é longa, com as penas centrais mais compridas do que o corpo e com as demais menores e escalonadas. Na ponta das penas centrais aparecem duas raquetes, onde as franjas laterais da pena foram perdidas e restou somente a ponta. Essa estrutura chama ainda mais a atenção quando a juruva movimenta a cauda lateralmente, em especial quando sente-se observada. Ela origina-se da perda, natural, das estruturas laterais da pena após sua formação.
Manifestações sonoras: O canto é semelhante ao de uma coruja, emitido mais freqüentemente no clarear e escurecer, embora possa ser escutado a qualquer hora do dia e da noite. Começa com um chamado curto, grave, acelerado (entendido como udu ou duro). Quando outra juruva responde, aceleram o canto e aumentam o número de “udus” (a interpretação onomatopéica do canto passa a ser juruva).
O período reprodutivo é de julho a novembro. O ninho pode ser um buraco em barranco de rio, às vezes com mais de um metro e estreito, onde são depositados três ou quatro ovos brancos. Nas matas sem barrancos pode aproveitar a entrada do buraco de um tatu para iniciar a escavação do seu túnel horizontal logo abaixo do nível do solo. Tendo a ave cerca de 45 centímetros, com sua cauda, fica a questão de como entra e sai sem danificar suas longas penas especiais.
Tem dieta mista, alimentando-se de frutos, insetos e pequenos vertebrados. Captura suas presas diretamente no solo ou próximo dele. Bate as presas grandes contra galhos antes de engoli-las.
Espécie bastante flexível ecologicamente, ocorre em variados tipos de vegetação como florestas tropicais, cerrados, cerradões, matas ciliares, matas secas, áreas esparsamente arborizadas e áreas antrópicas. Ativa durante todo o dia, impressiona a dificuldade de vê-la nas sombras da vegetação, apesar do colorido intenso do corpo e cabeça, além do tamanho da cauda. No entanto, não teme o ser humano, e ocorre até mesmo em matas nas áreas urbanas, às vezes visitando as habitações próximas.
Ocorre do norte da América do Sul ao norte da Argentina, incluindo grande parte do território brasileiro.